Número de mortos em Moçambique pode ultrapassar 1.000, mais de 15.000 pessoas estão desaparecidas após destruição massiva do Ciclone Tropical "Idai".

MAIS NOTÍCIAS

Milhares de pessoas ainda precisam ser resgatadas após um ciclone devastador atingir os países da África Austral. Espera-se que o número de mortos atinja pelo menos 1.000 pessoas, com uma estimativa de 15.000 pessoas ainda desaparecidas. Os sobreviventes estão enfrentando uma crise humanitária, com os sistemas de água e saneamento fortemente danificados pela tempestade.

Milhares de pessoas estão fazendo uma viagem sinistra até à cidade da Beira, em Moçambique, que, embora fortemente danificada, é agora um centro de esforços de salvamento. Alguns caminhavam por estradas esculpidas pelas águas revoltas, enquanto outros eram transportados por pescadores locais. Helicópteros saíram à chuva para mais um dia de esforços para encontrar pessoas agarradas a telhados e árvores. O número confirmado de mortes no Zimbábue, vizinho de Moçambique e Maláui, superou 500 na quinta-feira, com centenas mais temidas em áreas totalmente submersas pelo ciclone Idai. Aqueles que chegam à Beira …

A fusão que levou à formação do halo estelar interno da Via Láctea e do disco espesso

A pesquisa que ajuda a compreender um pouco sobre os movimentos e as formações naturais do espaço, está na última edição da revista científica  Nature.
A montagem da nossa galáxia pode ser reconstruída usando os movimentos e a química de estrelas individuais.
Nós demonstramos que o halo interno é dominado por detritos de um objeto que era infalivelmente mais massivo do que a Pequena Nuvem de Magalhães e ao qual nos referimos como Gaia-Enceladus.
Também teria sido responsável por moldar o seu disco, dando a ele uma certa forma inflada. 
Quem descobriu e descreveu precisamente como ocorreu essa megafusão espacial foi a astrônoma Amina Helmi e sua equipe, todos cientistas da Universidade de Groningen, na Holanda.
As estrelas que se originam em Gaia-Enceladus cobrem quase todo o céu, e seus movimentos revelam a presença de correntes e trajetórias ligeiramente retrógradas e alongadas. 
Com uma relação de massa estimada de quatro para um, a fusão da Via Láctea com Gaia-Enceladus deve ter levado ao aquecimento dinâmico do precursor do disco espesso galáctico, contribuindo assim para a formação desse componente aproximadamente dez bilhões de anos atrás. 
Estas descobertas estão de acordo com os resultados das simulações de formação de galáxias, que preveem que o halo estelar interno deve ser dominado por detritos de apenas alguns progenitores maciços.
Já era um consenso no meio astronômico de que grandes galáxias, como a Via Láctea, sempre são a fusão de galáxias menores. Assim, a Via Láctea não poderia ser diferente: também é produto de pequenas fusões.

Helmi se tornou obcecada pelo tema. Ao longo de sua carreira, a pesquisadora revirou os lugares conhecidos da Via Láctea, em busca de "fósseis" que pudessem auxiliar em sua pesquisa. A astrônoma lançou mão de dados como evolução, composição química, posição e trajetória das estrelas para compreender suas histórias. Com isso, é possível identificar as fusões que criaram o início da Via Láctea.


Missão Gaia
A Missão Espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia, foi lançada em dezembro de 2013. 
O satélite tem o objetivo de monitorar dados de estrelas, realizando medições de posição, de velocidade radial e de luzes.
A missão está desenvolvendo um mapa tridimensional das estrelas da Via Láctea, possibilitando a compreensão de sua formação.