Detectores celestes de monóxido de carbono podem alertar para um mundo distante repleto de formas de vida simples.

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Para alguns mundos distantes, o monóxido de carbono pode realmente ser compatível com uma biosfera microbiana robusta.


Astrônomos assumiram que um acúmulo de monóxido de carbono na atmosfera de um planeta seria um sinal claro de falta de vida. Agora, uma equipe de pesquisadores liderada pela UC Riverside está argumentando o contrário: os detectores celestes de monóxido de carbono podem realmente nos alertar para um mundo distante repleto de formas de vida simples.
"Com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb daqui a dois anos, os astrônomos poderão analisar as atmosferas de alguns exoplanetas rochosos", disse Edward Schwieterman, principal autor do estudo e membro do Programa de Pós-Doutorado da NASA no Departamento de Ciências da Terra da UCR. "Seria uma pena ignorar um mundo habitado porque não consideramos todas as possibilidades."
Em um estudo publicado no The Astrophysical Journal, a equipe de Schwieterman usou modelos computacionais de qu…

Soldados da PM se casam em Minas. Respeitados pelos Superiores, pela cidade e amados pelas famílias. "Para que se esconder?"


Victor Morais, de 26 anos, e Wilker Figueiredo, de 27, se tornaram soldados da Polícia Militar de Minas Gerais em 2016. 
Após a formatura, foram deslocados para Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, onde moram até hoje. Na cidade de 21 mil habitantes, os dois se mantiveram discretos sobre o relacionamento, até se casarem, em dezembro. 


Foto: arquivo pessoal

"Quando começamos a namorar, a gente ia para a casa um do outro e ficou difícil esconder da família. Tínhamos medo de que as pessoas que a gente ama virarem as costas para a gente. 
Tentei passar de uma forma bacana para os meus pais, para eles entenderem que as coisas não mudaram, eu nasci assim", conta Victor, que mantém uma relação boa com os parentes. "A gente continua se amando".

Na PM
A ideia de se tonarem policiais veio ainda durante a faculdade, quando prestaram concurso público. Após serem aprovados, mantiveram o relacionamento em segredo, pois tinham medo de que o ambiente não fosse aberto à comunidade LGBTQ+. "Quando chegamos lá deixamos tudo embaixo dos panos. Ao longo do tempo, as pessoas foram descobrindo, mas a gente entrou sem falar nada para ninguém", afirma ele, que relembra ter ouvido algumas piadas homofóbicas, mas nada diretamente. "Nossos superiores ficaram sabendo, mas não sofríamos, porque isso vai contra a o que a gente aprende lá, que é respeitar e tratar bem o próximo."

Mudança de cidade 
A pequena cidade de Itaobim também foi motivo de preocupação dos dois. 
E, como conta Victor, a notícia de que um "casal gay de militares" estava se mudando para lá chegou antes deles mesmos. "Viemos para Itaobim sem falar muito no assunto. Somos muito discretos. Chegamos e já tinha notícia de que um casal gay se mudaria para a cidade. Nunca tocamos no assunto com ninguém. Somos muito reservados, e isso nunca interferiu no nosso trabalho. Se ninguém conta que é hétero, por que tenho falar que sou gay?", questiona.

 Foto: arquivo pessoal

O casamento deles, em dezembro de 2018, rendeu um registro que ganhou mais de 16 mil curtidas no Instagram. 

"Faz dois anos que estamos aqui em Itaobim. Quando a gente resolveu se casar, decidiu tornar nosso amor público e estar com as pessoas que estão no ciclo de amizade. Todos nos respeitam. Para que ficar fingindo? Se esconder?", diz Victor. 

Além de movimentar as redes sociais, o casamento também foi assunto na cidade, também de maneira positiva.

Fonte: Universa


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