ATENÇÃO! Cinzas do Vulcão Ubinas sobre SP, PR e RJ!

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Vulcão Ubinas, no Peru, registra maior explosão em 300 anos. Texto de Everton S. Gonçalves  Pluma de cinzas vulcânicas chegam sobre o centro sul do Brasil nessa manhã de sábado, originada da erupção do vulcão Ubinas no Peru.



Mais cedo estavam concentradas sobre PR e SP. Agora estão concentradas entre SP e RJ, avançando para o mar.  Como estão em altitudes bem elevadas, vai ser pouco sentido pela população. 
No máximo, o céu vai ficar cinzento durante o dia e o pôr do sol pode ser diferenciado, na luminosidade e cores, principalmente mais avermelhado e rosado.
Em 2015 as cinzas do Vulcão Cabulco, no Chile, chegaram ao Sudeste do Brasil. As imagens abaixo mostram o efeito óptico atmosférico causados pelas cinzas ao Pôr do Sol.



Mas vale destacar que cinzas vulcânicas são um grande risco para a aviação. Queromos acreditar que nossas autoridades estejam monitorando essa situação.




Com informações de Everton S. Gonçalves 
Em atualização...
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Tremor foi registrado pelo Centro de Sismologia da USP durante o escoamento do rejeito em Brumadinho/MG


Nota do Centro de Sismologia - USP

Gostaríamos de dar nossa contribuição em meio ao que está circulando por aí sobre possíveis tremores terem causado o desastre. Depois de muitas análises, podemos dizer que:

1 - Não há nenhuma evidência ou registro de tremor de terra natural na região da Mina do Córrego do Feijão, da Vale. Nem em dias anteriores. O último tremor registrado em MG ocorreu próximo a cidade de Januária, no dia 21/01/19 e magnitude 2.7. Ele é muito fraco e está muito distante para ter qualquer influência na barragem.

2 - Mesmo que estivessem ocorrendo tremores, eles precisariam estar exatamente embaixo da barragem pra ter algum efeito perceptível.

3 - O escoamento do rejeito (a passagem da lama) pôde ser registrado por estações há ~100 km da Mina.

Na imagem abaixo, é possível ver os sismogramas das estações BSCB (Bom Sucesso/MG) e DIAM (Diamantina/MG), ambas pertencentes à RSBR (Rede Sismográfica Brasileira). 

As marcações circuladas em verde são detonações em minas do Quadrilátero Ferrífero.

O ruído destacado em vermelho é o registro sísmico da "enxurrada de lama", que foi registrado por aproximadamente 5 minutos após o rompimento da barragem.

OBS. Os horários no sismograma estão em UTC (padrão em Sismologia), hoje são duas horas a mais que o horário local em MG.

Abaixo o registro de duas estações:


Fonte:  http://www.sismo.iag.usp.br/rq/