Após Idai e Kenneth, LORNA se forma. Mais um ciclone tropical no Oceano Índico Sul, o terceiro em 2 meses.

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O satélite Suomi NPP da NASA-NOAA passou sobre o Oceano Índico Sul e capturou uma imagem visível do Ciclone Tropical Lorna bem organizado. O satélite Suomi NPP sobrevoou a cidade de Lorna em 25 de abril às 16h30 (horário de Brasília) e o instrumento VIVI (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite) forneceu uma imagem visível da tempestade. A imagem do VIIRS mostrou uma tempestade mais circular, indicando que a tempestade estava se consolidando e se fortalecendo. Dados de microondas revelaram uma característica do olho.

Às 11h00 (horário de Brasília) do dia 25 de abril, o Ciclone Tropical Lorna estava centrado perto de 10,8 graus de latitude sul e 85,9 graus de longitude leste, cerca de 824 milhas a leste-sudeste de Diego Garcia. Lorna estava se movendo para o leste-sudeste e tinha ventos máximos de 50 nós (57 mph / 92 kph).

Lorna não é uma ameaça para as áreas de terra. Espera-se que Lorna se desloque para o sudeste enquanto se fortalece a 75 nós (139 km / h) atingindo a…

Tremor foi registrado pelo Centro de Sismologia da USP durante o escoamento do rejeito em Brumadinho/MG


Nota do Centro de Sismologia - USP

Gostaríamos de dar nossa contribuição em meio ao que está circulando por aí sobre possíveis tremores terem causado o desastre. Depois de muitas análises, podemos dizer que:

1 - Não há nenhuma evidência ou registro de tremor de terra natural na região da Mina do Córrego do Feijão, da Vale. Nem em dias anteriores. O último tremor registrado em MG ocorreu próximo a cidade de Januária, no dia 21/01/19 e magnitude 2.7. Ele é muito fraco e está muito distante para ter qualquer influência na barragem.

2 - Mesmo que estivessem ocorrendo tremores, eles precisariam estar exatamente embaixo da barragem pra ter algum efeito perceptível.

3 - O escoamento do rejeito (a passagem da lama) pôde ser registrado por estações há ~100 km da Mina.

Na imagem abaixo, é possível ver os sismogramas das estações BSCB (Bom Sucesso/MG) e DIAM (Diamantina/MG), ambas pertencentes à RSBR (Rede Sismográfica Brasileira). 

As marcações circuladas em verde são detonações em minas do Quadrilátero Ferrífero.

O ruído destacado em vermelho é o registro sísmico da "enxurrada de lama", que foi registrado por aproximadamente 5 minutos após o rompimento da barragem.

OBS. Os horários no sismograma estão em UTC (padrão em Sismologia), hoje são duas horas a mais que o horário local em MG.

Abaixo o registro de duas estações:


Fonte:  http://www.sismo.iag.usp.br/rq/