Bolsonaro muda a Lei Maria da Penha para proteger as mulheres efetivamente.

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Publicada lei que garante mais proteção à mulher vítima de violência. As medidas que alteram a Lei Maria da Penha começam a valer hoje.

A Lei Maria da Penha prevê, a partir de agora, a aplicação de medidas protetivas de urgência a mulheres ou a seus dependentes ameaçados de violência doméstica ou familiar. O Diário Oficial da União publica hoje (14) a lei sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com as alterações que darão mais rapidez nas decisões judiciais e policiais.
De acordo com nova norma, quando constatada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher, ou de seus dependentes, o “agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência” com a vítima, medida que pode ser adotada pela autoridade judicial; pelo delegado de polícia; ou pelo policial, quando o município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
A lei prevê também que, quando a aplicação das m…

Leiliane, portadora de MAV (malformação arteriovenosa rara), a jovem que socorreu motorista do caminhão, ganha tratamento médico.


Leiliane Rafael da Silva, 28, portadora de MAV (malformação arteriovenosa caracterizada pela alteração na formação dos vasos sanguíneos no cérebro), ganhou acompanhamento médico.

Ela será tratada pelo doutor Feres Chaddad Neto, especialista em MAV e professor de neurocirurgia da Unifesp.

                                                                                                           Ilustração: Angelo France


Leiliane conta que a doença que ela tem causa convulsões, dores de cabeça e vômito. “O medo dos médicos é de os vasos se romperem e causarem a minha morte. É mais perigoso que um tumor cerebral. Tenho uma bomba relógio na cabeça”.

Ela trabalha como camelô e descobriu a MAV há quatro meses. Mesmo assim vive normalmente como se cada dia fosse seu último.

“Se eu sentir dor ou convulsão, eu deito. Quando passa, eu levanto e começo a preparar a comida, ou a limpar a casa.”

Leiliane vende produtos como sapatos e camisetas três vezes por semana entre o Brás e o centro de Osasco, em São Paulo.

”Desde que descobriu a doença, ela não pode trabalhar com a carteira assinada. “Não tenho como ficar sem trabalhar, preciso colocar comida na mesa para meus três filhos.”

Ao ser perguntada sobre os memes recentes em que ela vira uma super-heroína salvando vidas, Leiliane fica sem graça e diz que não se sente uma mulher-maravilha.

“Sou nada. Sou para minhas filhas. Isso eu sou. Não aprendi a voar ainda, mas eu voo diariamente, corro para buscar elas na escola, dar comida, dar de mamar para a menor, ajudar na lição de casa, tenho que preparar um futuro para elas, ninguém sabe o dia de amanhã.”

Fonte: SóNotíciasBoas/Istoé