Número de mortos em Moçambique pode ultrapassar 1.000, mais de 15.000 pessoas estão desaparecidas após destruição massiva do Ciclone Tropical "Idai".

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Milhares de pessoas ainda precisam ser resgatadas após um ciclone devastador atingir os países da África Austral. Espera-se que o número de mortos atinja pelo menos 1.000 pessoas, com uma estimativa de 15.000 pessoas ainda desaparecidas. Os sobreviventes estão enfrentando uma crise humanitária, com os sistemas de água e saneamento fortemente danificados pela tempestade.

Milhares de pessoas estão fazendo uma viagem sinistra até à cidade da Beira, em Moçambique, que, embora fortemente danificada, é agora um centro de esforços de salvamento. Alguns caminhavam por estradas esculpidas pelas águas revoltas, enquanto outros eram transportados por pescadores locais. Helicópteros saíram à chuva para mais um dia de esforços para encontrar pessoas agarradas a telhados e árvores. O número confirmado de mortes no Zimbábue, vizinho de Moçambique e Maláui, superou 500 na quinta-feira, com centenas mais temidas em áreas totalmente submersas pelo ciclone Idai. Aqueles que chegam à Beira …

Mariana - Documentário denuncia contaminação por lama tóxica da Samarco (arsênio, níquel entre outros) e moradores relatam sintomas causados pelos metais pesados.


O documentário começou a ser produzido em março de 2018, após um relatório produzido pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, que constatou alto nível de níquel e quantidade anormal de arsênio no organismo de onze pessoas. 

Imagens do Documentário: RENOVA: O crime é periódico

Na época, a fundação Renova - pertencente às empresas Vale e BHP Billiton e criada para prestar assistência aos atingidos - declarou que “quaisquer danos à saúde da população que tenham relação comprovada com o rompimento serão considerados e tratados no processo de reparação dos referidos impactos”. Contudo, nada em relação a isso foi feito.

Em 2018, durante uma assembleia realizada na cidade, a população começou a relacionar os sintomas de saúde com a contaminação pelos minérios. Maíra Gomes, militante do MAB e uma das responsáveis pelo filme, destaca no documentário o depoimento de uma moradora que concluiu seu relato afirmando: “enquanto isso, a Vale vai muito bem, obrigada”. “A Vale vai tão bem que agora, mais uma vez, foi responsável por mais um crime em Minas Gerais”. Uma das vítimas da contaminação, Sofya, tinha apenas dez meses quando a barragem de Fundão rompeu, em 2015. Simone, mãe da menina, relatou em entrevista ao Brasil de Fato que o problema teria se agravado quando, em maio de 2016, a prefeitura decidiu utilizar a lama de rejeitos retirada para o calçamento de ruas da parte alta da cidade.

Um estudo desenvolvido em uma parceria entre pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) monitorou também a contaminação do solo pelos rejeitos da mineração. Na pesquisa, foram encontrados cobre, manganês, zinco, cromo, cobalto, níquel e chumbo no solo de Minas Gerais e do Espírito Santo. “É fundamental fazer a denúncia de que as consequências vão muito além da lama ou de uma casa que foi derrubada.” afirma Maíra.

O filme abaixo coleta relatos dos moradores do município de Barra Longa (MG) e da bacia do rio Doce, que apresentam sintomas causados pelo contato com metais pesados após o crime socioambiental, como problemas neurológicos, respiratórios, osteoarticulares, gástricos e dermatológicos.