Número de mortos em Moçambique pode ultrapassar 1.000, mais de 15.000 pessoas estão desaparecidas após destruição massiva do Ciclone Tropical "Idai".

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Milhares de pessoas ainda precisam ser resgatadas após um ciclone devastador atingir os países da África Austral. Espera-se que o número de mortos atinja pelo menos 1.000 pessoas, com uma estimativa de 15.000 pessoas ainda desaparecidas. Os sobreviventes estão enfrentando uma crise humanitária, com os sistemas de água e saneamento fortemente danificados pela tempestade.

Milhares de pessoas estão fazendo uma viagem sinistra até à cidade da Beira, em Moçambique, que, embora fortemente danificada, é agora um centro de esforços de salvamento. Alguns caminhavam por estradas esculpidas pelas águas revoltas, enquanto outros eram transportados por pescadores locais. Helicópteros saíram à chuva para mais um dia de esforços para encontrar pessoas agarradas a telhados e árvores. O número confirmado de mortes no Zimbábue, vizinho de Moçambique e Maláui, superou 500 na quinta-feira, com centenas mais temidas em áreas totalmente submersas pelo ciclone Idai. Aqueles que chegam à Beira …

Mesmo com mais de 1.500 Venezuelanos mortos, PT, PSB, PCB, CUT, MST, lançam manifesto a favor de Maduro.


O documento foi lançado durante uma entrevista coletiva realizada nesta sexta (22) após fronteiras serem fechadas.
Foto de Cristiane Sampaio - Dia da da posse de Nicolás Maduro
O documento foi lido durante uma entrevista coletiva em Boa Vista, Roraima, município que faz fronteira com a Venezuela. Participaram do evento Joaquin Piñero e Geomar Vilela, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rosangela Piovizani, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Titonho Bezerra, vice-presidente do Partido do Trabalhadores (PT) no estado, e Gilberto Rosa, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Denunciamos a intervenção imperialista dos Estados Unidos, com o bloqueio econômico e sequestro de bilhões de dólares que estão nos bancos americanos. Repudiamos a ameaça de intervenção militar na Venezuela. Repudiamos as declarações intervencionistas do presidente Jair Bolsonaro e seu chanceler Ernesto Araújo, que rompem com a tradição diplomática brasileira em busca da paz, diálogo e integração regional”, afirma o documento.

Além do MST, CUT e MMC, o texto foi assinado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido dos Trabalhadores (PT).

Para Titonho Bezerra, a intromissão estadunidense não ameaça somente os venezuelanos, mas também os brasileiros, principalmente aqueles que vivem próximos à fronteira. Segundo o vice-presidente do PT de Roraima, iniciativas de ajuda humanitária cabem à instituições criadas com essa função, como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), e não a países como Estados Unidos e Brasil. 

"Na última terça-feira (19), o governo de Jair Bolsonaro anunciou que o Brasil pretende realizar uma operação, em conjunto com os Estados Unidos, com o suposto objetivo de entregar donativos à Venezuela. A medida é apontada por analistas como mais uma tentativa de desestabilizar o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro", disse Rosangela Piovizani.

Segundo ele, “a sociedade brasileira tem que entender que o problema da Venezuela não foi gerado pelo governo. O problema está na falta de respeito dos norte-americanos à soberania do povo da América Latina”, disse Joaquin Piñero, representante do MST.

Em uma nota publicada em seu site, a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) também criticou a aliança entre os Estados Unidos e o Brasil para avançar no território venezuelano e afirmou que o tensionamento criado pode levar a um conflito maior.
"Devemos deixar claro que esta posição do governo Bolsonaro traz gravíssimas consequências, em caso de guerra. Em especial, a tragédia da perda de vidas humanas de cidadãos brasileiros, latino-americanos e americanos".

Fonte: MST