EBOLA - 1.400 pessoas morreram até agora no segundo maior surto da história, mas segundo a OMS, ainda não é uma emergência internacional.

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A epidemia do vírus Ebola na África Ocidental foi o surto mais disseminado da doença na história, matando mais de 11.000 pessoas e se espalhando para dez países, incluindo Libéria, Serra Leoa, Espanha e Estados Unidos.

Em 14 de junho, a Organização Mundial de Saúde divulgou uma declaração que outro surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda é uma emergência de saúde na região, mas não atende aos critérios de uma emergência internacional. A ONU também declarou que o surto ainda não é uma emergência global, mas é "um evento extraordinário" de profunda preocupação.
No entanto, as autoridades estão preocupadas com a disseminação da doença e com o fato de não haver dinheiro suficiente para combatê-la.

"O Comitê está profundamente decepcionado com o fato de a OMS e os países afetados não terem recebido o financiamento e os recursos necessários para este surto", diz a declaração da OMS. "A comunidade internacional deve aumentar o finan…

Brasil enviará dois aviões Hércules com insumos e medicamentos para Moçambique.

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País africano afetado por ciclone vai receber medicamentos e insumos para atender até 3 mil pessoas por um período de três meses. Avião parte nesta sexta-feira (28), do Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira (29), dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) partem do aeroporto do Galeão (RJ) para o país Moçambique, levando medicamentos e insumos estratégicos fornecidos pelo Ministério da Saúde do Brasil, além de equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e da Força Nacional do Ministério da Justiça. Ao todo, serão enviados seis kits de medicamentos e insumos, totalizando 870 kg, quantitativo suficiente para atender até 3 mil pessoas por um período de três meses.
Foto: FAB
"O Brasil contribui para apoiar outros países em situação de necessidade emergencial. Essas doações, que acontecem por meio de cooperação humanitária, não privam os brasileiros do direito ao acesso a medicamentos, que são enviados apenas quando não comprometem o abastecimento nacional", disse o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta.

A cooperação humanitária visa ajudar o país africano, que sofre com as consequências da passagem do ciclone Idai, no início deste mês de março. Os materiais que serão enviados pelo Ministério da Saúde foram definidos a partir de consulta realizada à Secretaria de Vigilância em Saúde e (SVS) e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) da pasta. O anúncio do envio foi feito ao Grupo de Trabalho Interministerial de Assistência Humanitária (GTI-AHI), durante reunião realizada nesta quarta-feira (27), em Brasília. O GTI-AHI é formado por 15 órgãos da Administração Pública Federal, entre eles, o Ministério da Saúde. 


Cada kit é capaz de atender até 500 pessoas por um período de três meses. Integram os kits, medicamentos diversos, dentre eles antibióticos, anti-hipertensivos e antitérmicos, como penicilina, amoxicilina, paracetamol e soro para hidratação; além de materiais de primeiros socorros, como ataduras, gazes, luvas, máscaras, seringas, esparadrapos, entre outros.
Cooperação humanitária

O Brasil está inserido, tanto em cooperações internacionais técnicas quanto humanitárias, para apoiar países vulneráveis ou em situação de emergência. O Ministério da Saúde estabelece essas relações por meio de doação de medicamentos e demais insumos de saúde.


Além do dever moral de auxiliar países e pessoas em situação de necessidades básicas de saúde, as ações de cooperação humanitária também reforçam o compromisso institucional que o Brasil tem com a cooperação internacional, princípio consagrado na Constituição brasileira. No âmbito da cooperação humanitária internacional, em 2018, o Brasil realizou 24 doações, e em contrapartida recebeu dez cargas de medicamentos para o tratamento de hanseníase e tuberculose.

Fonte: Ministério da Saúde