Detectores celestes de monóxido de carbono podem alertar para um mundo distante repleto de formas de vida simples.

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Para alguns mundos distantes, o monóxido de carbono pode realmente ser compatível com uma biosfera microbiana robusta.


Astrônomos assumiram que um acúmulo de monóxido de carbono na atmosfera de um planeta seria um sinal claro de falta de vida. Agora, uma equipe de pesquisadores liderada pela UC Riverside está argumentando o contrário: os detectores celestes de monóxido de carbono podem realmente nos alertar para um mundo distante repleto de formas de vida simples.
"Com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb daqui a dois anos, os astrônomos poderão analisar as atmosferas de alguns exoplanetas rochosos", disse Edward Schwieterman, principal autor do estudo e membro do Programa de Pós-Doutorado da NASA no Departamento de Ciências da Terra da UCR. "Seria uma pena ignorar um mundo habitado porque não consideramos todas as possibilidades."
Em um estudo publicado no The Astrophysical Journal, a equipe de Schwieterman usou modelos computacionais de qu…

O tipo de solo da Cidade do México a faz afundar 7 centímetros por ano e é também a causa de mais danos durante um terremoto.


A "torta" Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe - Cidade do México

Antiga capital do Império Asteca, conhecida como Tenochtitlán, a Cidade do México é hoje considerada uma das cidades mais populosas do mundo. 

Por volta do ano 1325 os Mexica fundaram a cidade sobre uma pequena ilha artificial construída sobre o lago Texcoco. 

Tratava- se de um engenhoso sistema de construção de ilhas retangulares de terra conhecidas como “chinampas”. Apesar de ser um lago de água salgada, era possível controlar as inundações provocadas pelas chuvas por meio de diques, o que garantia água para consumo. Com a chegada dos espanhóis, o aterramento sobre o lago sofreu um processo de aceleração. 


Alguns séculos depois a cidade sofreu um boom populacional e a extração de água foi se tornando cada vez mais predatória. 
O lago Texcoco, e hoje a Cidade do México, estão localizados sobre um solo argiloso, que na ausência de água fica cheio de poros vazios. 

A construção desenfreada de grandes estruturas exerce uma pressão muito grande sobre o solo e este, na ausência de água, vai sofrendo uma espécie de rebaixamento. 


Com isso, alguns edifícios antigos, como catedrais, estão literalmente afundando na capital mexicana. Hoje a superfície do lago situada sob a cidade está seca, mas é possível encontrar o lençol a uns dois metros de profundidade na região central da capital.

Atualmente a taxa de afundamento anual está em torno de 7 cm. 

Pense numa casa afundando 70 cm (mais de meio metro) ao longo de dez anos. O lago, ou melhor, o solo, não teria que afundar se não houvesse uma grande sobrecarga acompanhada de uma extração de água desenfreada, não é mesmo? Esse é só mais um entre vários exemplos de como as ações humanas desempenham um importante papel em problemas de engenharia.


Mais danos durante um terremoto
Guitián Nieves Sanchez, secretário da Associação de Geólogos, explicou que o chamado "efeito local", que ocorre porque o solo se comporta como um fluido, é o que produz aumento da devastação na Cidade do México.

Segundo o especialista, a terra em que a capital está é formada por cinzas vulcânicas, que não são bem consolidadas, com líquido intersticial entre os poros, que confere um comportamento fluido e reduz sua resistência, um fenômeno conhecido como liquefação.".


Desta forma, o terreno age como se fosse uma esponja, com a água entre os poros e quando as vibrações são produzidas pela onda sísmica, o líquido se move e gera um risco maior, já que os edifícios construídos de forma superficial afundam ao receberem o impacto.

Sánchez Guitián lembrou que na Cidade do México "muitos dos edifícios não levaram em conta esse fator em seu projeto". Na sua opinião, "se for construído de forma barata e sem fundamentos adequados para as condições locais, a longo prazo os edifícios acabam caindo".

Fontes: huffingtonpost.es / O Pórtico

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