ATENÇÃO! Cinzas do Vulcão Ubinas sobre SP, PR e RJ!

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Vulcão Ubinas, no Peru, registra maior explosão em 300 anos. Texto de Everton S. Gonçalves  Pluma de cinzas vulcânicas chegam sobre o centro sul do Brasil nessa manhã de sábado, originada da erupção do vulcão Ubinas no Peru.



Mais cedo estavam concentradas sobre PR e SP. Agora estão concentradas entre SP e RJ, avançando para o mar.  Como estão em altitudes bem elevadas, vai ser pouco sentido pela população. 
No máximo, o céu vai ficar cinzento durante o dia e o pôr do sol pode ser diferenciado, na luminosidade e cores, principalmente mais avermelhado e rosado.
Em 2015 as cinzas do Vulcão Cabulco, no Chile, chegaram ao Sudeste do Brasil. As imagens abaixo mostram o efeito óptico atmosférico causados pelas cinzas ao Pôr do Sol.



Mas vale destacar que cinzas vulcânicas são um grande risco para a aviação. Queromos acreditar que nossas autoridades estejam monitorando essa situação.




Com informações de Everton S. Gonçalves 
Em atualização...
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Supercomputadores indicam a possibilidade de formação de um forte ciclone no mar, na costa do Espírito Santo e sul da Bahia.

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(Em atualização...)
As simulações atmosféricas feitas por supercomputadores indicam há vários dias a possibilidade de formação de um forte ciclone (área de baixa pressão atmosférica) sobre o mar, na altura da costa do Espírito Santo e sul da Bahia. Esta formação vem agitando os bastidores da previsão do tempo.


Pela latitude de formação e características de temperatura do seu centro, tanto em superfície como em camadas de ar superior, poderia ser um ciclone tropical, com potencial para ser até nomeado, mas no mínimo receber um INVEST pelo monitoramento internacional de ciclone tropicais.

 http://www.inmet.gov.br/satelites/?area=1&produto=MmS_AS_V200
Quando o ciclone poderá se formar?
A projeção dos modelos de previsão numérica do tempo apontam que a baixa pressão atmosférica que daria origem a esta nova tempestade começará a se intensificar no sábado, 23 de março de 2019. 
No dias seguintes, o forte sistema de baixa pressão atmosférica já formado permaneceria atuante e em movimento na costa do Espírito Santo até a terça-feira, 26 de março.

Ventos sustentados acima de 64 nós (118,5 k/h), o que seria a velocidade de vento de um furacão categoria 1.
Mas, nas outras soluções, a análise dos diagramas de fase do dia 20 de março, mostrou uma grande diminuição de intensidade do sistema, de forma geral, e seu deslocamento seria para leste, como é o escoamento comum na costa brasileira.

Formando ou não uma tempestade tropical, recebendo ou não um nome, esta baixa pressão atmosférica tem potencial para provocar grandes volumes de chuva, especialmente sobre o mar, além de ventos moderados a fortes que poderiam atingir também o Espírito Santo.
Por enquanto, nesta quinta-feira, 21 de março de 2019, é preciso ficar claro que não existe nenhum ciclone, nenhuma tempestade, nenhum furacão. 
Até o momento é apenas uma indicação das simulações atmosféricas feitas por supercomputadores que precisam ser analisadas com muita cautela e reavaliadas todos os dias, pois podem mudar o resultado de um dia para outro.
POTENCIAL SETUP, PRÓXIMOS DIAS - Por Bruno César Capucin (meteorologista)
Ainda não está claro o processo de ciclogênese esperado para ocorrer próximo à costa brasileira a partir deste fim de semana, uma vez que permanecem as divergências entre os principais modelos globais (GFS e ECMWF).
No entanto, ambos modelos conseguem prever algumas características iguais, tais como o cavado oceânico associado a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e algumas perturbações embebidas.
Existe o risco de formação de um sistema tropical? Sim, essa hipótese também está sobre a mesa. Modelos específicos de ciclones (GFS) sugerem uma estrutura mais barotrópica (empilhada) e núcleo quente em um deles, o que é típico de ciclones tropicais.
Há ingredientes suficientes para uma ciclogênese tropical? Sim, os ciclones tropicais se formam preferencialmente sobre um oceano com temperatura superior a 26°C, baixo cisalhamento vertical do vento, camada úmida na baixa troposfera e perturbações nos baixos níveis. Segundo as últimas atualizações, todos esses elementos estarão disponíveis nos próximos dias.

Sabendo que o ciclone é barotrópico e com núcleo quente, como saber sua intensidade? A escala Saffir-Simpson atribuí classificação aos ciclones tropicais a partir do vento sustentado durante 1 minuto, conforme o esquema abaixo.
Depressão tropical: vento sustentado (< 63 km/h)
Tempestade tropical: vento sustentado (63-118 km/h)
Furacão categoria 1: vento sustentado (119-153 km/h)
Furacão categoria 2: vento sustentado (154-177 km/h)
Furacão categoria 3: vento sustentado (178-208 km/h)
Furacão categoria 4: vento sustentado (209-251 km/h)
Furacão categoria 5: vento sustentado (> 251 km/h)

Dados brutos do modelo GFS na rodada das 12Z de hoje, mostra um dos ciclones com ventos equivalentes a um furacão de categoria 2, mas o sistema estaria se deslocando para o oceano, se afastando do continente.
Já o modelo ECMWF, embora apresente um ciclone com menor intensidade, o sistema estaria se desenvolvendo ao lado da zona costeira, entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Posteriormente, estaria fazendo landfall (entrando no continente) na altura de Linhares-ES em meados do dia 27.
Reforço que sistemas tropicais são difíceis de serem simulados no Atlântico Sul, ainda mais quando se está longe da data de previsão. Diante das incertezas, você que reside entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, deve acompanhar diariamente as atualizações da previsão do tempo. As demais partes da costa brasileira não precisam se preocupar com relação a este cenário.
Obs: Informações sujeitas a atualizações.

ATUALIZAÇÃO 1 
Avisos de mal tempo da Marinha do Brasil


ATUALIZAÇÃO 2
CENÁRIOS INCERTOS 
De acordo com as últimas atualizações dos modelos, ainda existem divergências com relação a rota da área de baixa pressão que está se desenvolvendo na costa da Bahia. Entretanto, diversos modelos que avaliam a estrutura desse ciclone, sinalizam características tropicais com início variando entre as próximas 24 ou 48 horas. A Marinha do Brasil, emitiu um aviso especial para a possível formação de ciclone tropical em 15°S e 38°W (costa da Bahia), a partir das 9 horas da manhã deste sábado (dia 23) e com deslocamento para sul. Há risco de rajadas de vento (50 a 88 km/h) do litoral do Espírito Santo até Salvador. Este aviso tem validade até a próxima segunda-feira (dia 25).

Os modelos mais pessimistas (COSMO e ICON) mostram um landfall (ciclone entrando no continente) nas proximidades da fronteira do Espírito Santo com a Bahia por volta da terça-feira (dia 26). Já os modelos ECMWF e GFS, revelam um cenário mais otimista, com o ciclone se afastando do continente em direção ao oceano. Esse cenário otimista de ambos modelos, decorre das mudanças de posição e intensidade do jato subtropical no Atlântico Sudoeste, sobretudo, na próxima semana.

Em atualização...
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Quem dá nome aos ciclones na costa do Brasil?
Quem "batiza" os ciclones especiais na costa brasileira é a Marinha do Brasil . Se este sistema de março de 2019 se formar na costa capixaba, ganhar organização e força para ser uma tempestade tropical ou subtropical será nomeado.
Na lista elaborada pela Marinha, o próximo nome de batismo seria "Iba". Esta lista foi elaborada pela Marinha e os nomes são em tupi-guarani.

A lista abaixo contém a sugestão de nomes em Tupi Guarani, que poderão ser adotados como nomes para os sistemas intensos de baixa pressão atmosférica tropicais e subtropicais que venham a se desenvolver no Atlântico Sul, mais especificamente dentro da METAREA-V, que é a área marítima de responsabilidade do Brasil.
1 – Arani (tempo furioso) - usado em março de 2011
2 – Bapo (chocalho) - usado em fevereiro de 2015
3 – Cari (homem branco) - usado em março de 2015
4 – Deni (tribo indígena) - usado em novembro de 2016
5 – Eçaí (olho pequeno) - usado em dezembro de 2016
6– Guará (ave das águas) - usado em dezembro de 2017
7 – Iba (ruim) - será que poderá ser usado em março de 2019?
8 – Jaguar (lobo)
9 – Kamby (leite)
10 – Mani (deusa indígena)

Fontes: INMET / Climatempo / Tempo Online / Marinha do Brasil