RÚSSIA - Níveis de radiação aumentam 16 vezes após explosão de foguete com 5 mortes.

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A agência nuclear estatal da Rússia, Rosaton, informou que o acidente ocorreu durante teste de um motor em uma plataforma marítima no Mar Branco, provocando a morte de pelo menos cinco cientistas e ferindo três.


A Rússia reconheceu neste sábado, após dois dias de silêncio, que a explosão ocorrida na última quinta-feira em uma base de lançamento de mísseis próxima do Ártico teve um caráter nuclear, com um saldo de cinco mortos.
Observem a onda de choque nos vídeos abaixo:

A explosão assustou as populações locais e fez com que as pessoas corressem às farmácias, nas cidades de Arkhangelsk e Severodvinsk, e esgotassem os estoques de iodo medicinal, usado para diminuir os efeitos da exposição à radiação.

Em comunicado, a agência nuclear russa, Rosatom, anunciou que cinco membros do seu quadro morreram na explosão e outras três pessoas sofreram queimaduras. Autoridades militares não informaram sobre a possível presença de combustível nuclear no acidente, que ocorreu na região d…

Einstein no Observatório Nacional, RJ, após sua Teoria da Relatividade ser comprovada na observação de um eclipse Solar no Ceará.

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MCTIC / Observatório Nacional
1OO ANOS DO ECLIPSE DE SOBRAL E A COMPROVAÇÃO DA TEORIA DA RELATIVIDADE GERAL

Após ter tido sua Teoria da Relatividade comprovada graças a uma observação de um eclipse total do Sol em Sobral, no Ceará, ele veio ao Brasil conhecer de perto algumas instituições de ciência, incluindo o Observatório Nacional. 
Henrique Morize, até então diretor do Observatório Nacional, foi quem liderou a expedição à cidade cearense. 

Este ano, a observação do eclipse em Sobral completa 100 anos.
Visita de Albert Einstein ao Observatório Nacional, em 1925 - Acervo ABC 


Em 29 de maio de 1919, aconteceu um eclipse total do Sol. 
O fenômeno foi visível em uma estreita faixa de terra que atravessava os continentes da América do Sul e da África, na região próxima ao equador terrestre, e foi registrado por equipes brasileiras, inglesas e norte-americanas em Sobral, cidade do interior do Ceará, e também a Ilha de Príncipe, na costa africana. Os experimentos realizados na observação desta efeméride, permitiram a comprovação da Teoria da Relatividade Geral, que o físico Albert Einstein havia publicado em 1915.

Da esquerda para a direita:
Equipe Brasileira: Luiz Rodrigues (1°), Theophilo Lee (2°), Henrique Morize (4°), Allyrio de Mattos (7°), Domingos Costa (9°), Lélio Gama (10°), Antônio C. Lima (11º) e Primo Flores (12º).
Equipe Inglesa: Charles Davidson (5°) e Andrew Crommelin (6°).
Equipe Americana: Daniel Wise (3°) e Andrew Thomson (8°).

O Brasil foi protagonista deste importante feito: as fotografias registradas em Sobral confirmaram o valor previsto na Teoria da Relatividade Geral sobre a deflexão da luz. Além da verificação científica de um dos pressupostos da teoria de Einstein, os astrônomos também buscavam estudar a coroa solar, visível unicamente durante os eclipses totais do Sol. Com este objetivo, o então diretor do Observatório Nacional, o astrônomo Henrique Morize, realizou observações e fotografias do eclipse.

IMAGENS DAS PLACAS DO ECLIPSE


São apresentadas sete placas feitas no apse do eclipse. As observações foram realizadas com o telescópio refrator astrográfico do construtor Mailhat, com 15cm de abertura da objetiva e 8m de distância focal, conjugado com um celostato (conjunto de espelhos planos que permitem registrar a imagem refletida do Sol sobre uma placa fotográfica). Essas placas têm dimensão de 23,5cm x 18cm.


As imagens sobre as placas foram obtidas quando o disco da Lua encobriu totalmente o disco do Sol, momento que iniciou às 8:55hs, hora local, do dia 29 de maio de 1919. Durante 5 minutos e 13 segundos foi possível registrar o fenômeno.



Na parte inferior das placas pode-se ver uma escala de tons de cinza, chamada Sensitometria, utilizada para determinar a curva característica da emulsão fotográfica. A curva fornece a sensibilidade, o contraste, o fog e a região de saturação.

PROTUBERÂNCIA


Nos períodos de grande atividade, o Sol emite enormes arcos de plasma (gás ionizado) que são lançados a centenas de milhares de quilômetros na coroa solar. 
No eclipse de Sobral, o tamanho deste arco foi de aproximadamente 516 mil quilômetros, alcançando uma altura de 142.700 quilômetros. As duas imagens mostram os detalhes deste fenômeno

"A fotografia permitiu um grande avanço para a astronomia e para o desenvolvimento da astrofísica, registrando a intensidade luminosa dos astros, bem como a sua assinatura espectral e sua posição relativa no céu. Permitiu o estudo detalhado de astros próximos (planetas, asteroides e cometas) e de grandes estruturas, como as galáxias e aglomerados. Em 1873 foi iniciado um programa sistemático de observação da atividade das manchas solares, eclipses e da coroa solar."

Concepção artística – com elementos fora de escala – do efeito da deflexão da luz previsto pela teoria da relatividade geral. (gráfico: Luiz Baltar)

A comprovação da Teoria da Relatividade Geral foi uma das grandes conquistas científicas do século XX e transformou a visão científica do mundo. A partir dessa constatação, a ciência abriu caminhos para um melhor entendimento dos fenômenos físicos em escalas que vão desde o Sistema Solar até o universo como um todo. Isso é possível, basicamente, pelo fato de que a gravitação é a interação dominante em grandes escalas e, portanto, a partir de uma teoria bem sucedida do campo gravitacional pode-se explorar os mecanismos físico que atuam nesses sistemas.

Telescópio refrator astrográfico do construtor mailhat, com 15 cm de abertura da objetiva e 8 m de distância focal, conjugado com um celostato (conjunto de espelhos planos que permitem registrar a imagem refletida do Sol sobre uma placa fotográfica). (foto: Observatório Nacional)




Fontes: MCTIC / Observatório Nacional

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O seminário "100 anos do eclipse de Sobral e a comprovação da Teoria da Relatividade Geral" celebra a importância do eclipse total do Sol de 1919, divulgando a história da ciência e debatendo os desdobramentos atuais da Teoria da Relatividade Geral na astronomia.

SERVIÇO
Data e horário
24 de maio, das 14h às 17h

Local
Auditório do Observatório Nacional

Programação
14h: Abertura
14h15: O Observatório Nacional e o Eclipse de maio de 1919 
Antonio Augusto Videira (UERJ)
15h30: Intervalo
15h45: Einstein e a Curvatura do Espaço-Tempo 
Luis Carlos Bassalo Crispino (UFPA)

Público-alvo
Pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação das áreas relacionadas, e ao público geral interessado no tema.


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