TERREMOTO - Goiás foi atingido por dois terremotos em menos de uma hora.

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O Observatório Sismológico da UnB registrou dois terremotos de magnitudes 3.5 e 3.0 na cidade de em Aruanã, no interior de Goiás. Não houve registro de danos.


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Einstein no Observatório Nacional, RJ, após sua Teoria da Relatividade ser comprovada na observação de um eclipse Solar no Ceará.

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MCTIC / Observatório Nacional
1OO ANOS DO ECLIPSE DE SOBRAL E A COMPROVAÇÃO DA TEORIA DA RELATIVIDADE GERAL

Após ter tido sua Teoria da Relatividade comprovada graças a uma observação de um eclipse total do Sol em Sobral, no Ceará, ele veio ao Brasil conhecer de perto algumas instituições de ciência, incluindo o Observatório Nacional. 
Henrique Morize, até então diretor do Observatório Nacional, foi quem liderou a expedição à cidade cearense. 

Este ano, a observação do eclipse em Sobral completa 100 anos.
Visita de Albert Einstein ao Observatório Nacional, em 1925 - Acervo ABC 


Em 29 de maio de 1919, aconteceu um eclipse total do Sol. 
O fenômeno foi visível em uma estreita faixa de terra que atravessava os continentes da América do Sul e da África, na região próxima ao equador terrestre, e foi registrado por equipes brasileiras, inglesas e norte-americanas em Sobral, cidade do interior do Ceará, e também a Ilha de Príncipe, na costa africana. Os experimentos realizados na observação desta efeméride, permitiram a comprovação da Teoria da Relatividade Geral, que o físico Albert Einstein havia publicado em 1915.

Da esquerda para a direita:
Equipe Brasileira: Luiz Rodrigues (1°), Theophilo Lee (2°), Henrique Morize (4°), Allyrio de Mattos (7°), Domingos Costa (9°), Lélio Gama (10°), Antônio C. Lima (11º) e Primo Flores (12º).
Equipe Inglesa: Charles Davidson (5°) e Andrew Crommelin (6°).
Equipe Americana: Daniel Wise (3°) e Andrew Thomson (8°).

O Brasil foi protagonista deste importante feito: as fotografias registradas em Sobral confirmaram o valor previsto na Teoria da Relatividade Geral sobre a deflexão da luz. Além da verificação científica de um dos pressupostos da teoria de Einstein, os astrônomos também buscavam estudar a coroa solar, visível unicamente durante os eclipses totais do Sol. Com este objetivo, o então diretor do Observatório Nacional, o astrônomo Henrique Morize, realizou observações e fotografias do eclipse.

IMAGENS DAS PLACAS DO ECLIPSE


São apresentadas sete placas feitas no apse do eclipse. As observações foram realizadas com o telescópio refrator astrográfico do construtor Mailhat, com 15cm de abertura da objetiva e 8m de distância focal, conjugado com um celostato (conjunto de espelhos planos que permitem registrar a imagem refletida do Sol sobre uma placa fotográfica). Essas placas têm dimensão de 23,5cm x 18cm.


As imagens sobre as placas foram obtidas quando o disco da Lua encobriu totalmente o disco do Sol, momento que iniciou às 8:55hs, hora local, do dia 29 de maio de 1919. Durante 5 minutos e 13 segundos foi possível registrar o fenômeno.



Na parte inferior das placas pode-se ver uma escala de tons de cinza, chamada Sensitometria, utilizada para determinar a curva característica da emulsão fotográfica. A curva fornece a sensibilidade, o contraste, o fog e a região de saturação.

PROTUBERÂNCIA


Nos períodos de grande atividade, o Sol emite enormes arcos de plasma (gás ionizado) que são lançados a centenas de milhares de quilômetros na coroa solar. 
No eclipse de Sobral, o tamanho deste arco foi de aproximadamente 516 mil quilômetros, alcançando uma altura de 142.700 quilômetros. As duas imagens mostram os detalhes deste fenômeno

"A fotografia permitiu um grande avanço para a astronomia e para o desenvolvimento da astrofísica, registrando a intensidade luminosa dos astros, bem como a sua assinatura espectral e sua posição relativa no céu. Permitiu o estudo detalhado de astros próximos (planetas, asteroides e cometas) e de grandes estruturas, como as galáxias e aglomerados. Em 1873 foi iniciado um programa sistemático de observação da atividade das manchas solares, eclipses e da coroa solar."

Concepção artística – com elementos fora de escala – do efeito da deflexão da luz previsto pela teoria da relatividade geral. (gráfico: Luiz Baltar)

A comprovação da Teoria da Relatividade Geral foi uma das grandes conquistas científicas do século XX e transformou a visão científica do mundo. A partir dessa constatação, a ciência abriu caminhos para um melhor entendimento dos fenômenos físicos em escalas que vão desde o Sistema Solar até o universo como um todo. Isso é possível, basicamente, pelo fato de que a gravitação é a interação dominante em grandes escalas e, portanto, a partir de uma teoria bem sucedida do campo gravitacional pode-se explorar os mecanismos físico que atuam nesses sistemas.

Telescópio refrator astrográfico do construtor mailhat, com 15 cm de abertura da objetiva e 8 m de distância focal, conjugado com um celostato (conjunto de espelhos planos que permitem registrar a imagem refletida do Sol sobre uma placa fotográfica). (foto: Observatório Nacional)




Fontes: MCTIC / Observatório Nacional

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O seminário "100 anos do eclipse de Sobral e a comprovação da Teoria da Relatividade Geral" celebra a importância do eclipse total do Sol de 1919, divulgando a história da ciência e debatendo os desdobramentos atuais da Teoria da Relatividade Geral na astronomia.

SERVIÇO
Data e horário
24 de maio, das 14h às 17h

Local
Auditório do Observatório Nacional

Programação
14h: Abertura
14h15: O Observatório Nacional e o Eclipse de maio de 1919 
Antonio Augusto Videira (UERJ)
15h30: Intervalo
15h45: Einstein e a Curvatura do Espaço-Tempo 
Luis Carlos Bassalo Crispino (UFPA)

Público-alvo
Pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação das áreas relacionadas, e ao público geral interessado no tema.


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