EBOLA - 1.400 pessoas morreram até agora no segundo maior surto da história, mas segundo a OMS, ainda não é uma emergência internacional.

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A epidemia do vírus Ebola na África Ocidental foi o surto mais disseminado da doença na história, matando mais de 11.000 pessoas e se espalhando para dez países, incluindo Libéria, Serra Leoa, Espanha e Estados Unidos.

Em 14 de junho, a Organização Mundial de Saúde divulgou uma declaração que outro surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda é uma emergência de saúde na região, mas não atende aos critérios de uma emergência internacional. A ONU também declarou que o surto ainda não é uma emergência global, mas é "um evento extraordinário" de profunda preocupação.
No entanto, as autoridades estão preocupadas com a disseminação da doença e com o fato de não haver dinheiro suficiente para combatê-la.

"O Comitê está profundamente decepcionado com o fato de a OMS e os países afetados não terem recebido o financiamento e os recursos necessários para este surto", diz a declaração da OMS. "A comunidade internacional deve aumentar o finan…

Museu de Astronomia inaugura exposição Eclipse e explica o eclipse que confirmou a Teoria da Relatividade Geral de Einstein.

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"A pergunta que minha mente formulou foi respondida pelo ensolarado céu do Brasil". 

A frase, de Albert Einstein, se destaca na exposição "O Eclipse - Einstein, Sobral e o GPS", inaugurada hoje (29), no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), no Rio de Janeiro, para comemorar os 100 anos da expedição que confirmou a Teoria da Relatividade Geral com a observação de um eclipse solar na cidade cearense.

Tomaz Silva/Agência Brasil

Os cientistas envolvidos na observação buscavam comparar fotos do eclipse com outros momentos e comprovar se o Sol provocava curvas na luz emitida por outras estrelas. As fotos comprovaram a mudança de posição das estrelas no céu sem a luz do sol, o que demonstrou que o físico alemão estava correto. Pesquisadores do Reino Unido vieram ao Brasil para realizar o estudo, que foi acompanhado pelo Observatório Nacional, dirigido à época por Henrique Morize.

Museu de Astronomia inaugurou a exposição Eclipse, que marca a comemoração do centenário da comprovação da teoria da relatividade geral - Tomaz Silva/Agência Brasil


O astrônomo Carlos Veiga, do Observatório Nacional, disse que o Brasil teve a sorte de ser o melhor ponto para fotografar o eclipse solar, que durou cinco minutos. O tempo em Sobral estava nublado, mas as nuvens se abriram antes de o evento astronômico começar. Pesquisadores que se dirigiram a outro ponto eleito para a observação, a Ilha do Príncipe, na África, não tiveram a mesma sorte, porque choveu durante o fenômeno.

"Foi importante para a gente saber que a física estava sendo mudada, e que o papel do Brasil tinha que mudar", disse Carlos, que, apesar disso, aponta que o país demorou para de fato colher os frutos dessa cooperação científica, formando um corpo mais robusto de pesquisadores a partir da década de 1960.



Exposição
A entrada no museu é gratuita, e a exposição apresenta o contexto de que Einstein partiu para formular a teoria que mudou os rumos da ciência. O visitante percorre também os desafios da expedição que levou os britânicos a Sobral e conta com recursos interativos para explicar como as fotos comprovaram o que Einstein havia proposto.

O curador Marcello Dantas explica que a intenção é cativar o público e contar história e ciência, conectando a Teoria da Relatividade Geral com as aplicações práticas que ela possibilitou, como os GPS usados para todo tipo de aplicativos para celulares e mapas.

"A exposição faz você vivenciar um eclipse para entender o que estava em jogo", disse Dantas, que destaca também a jornada dos pesquisadores brasileiros e estrangeiros para levar equipamentos de ponta para Sobral, que era bem menor do que é hoje. "Era uma cidade muito pequena, que nunca tinha visto um automóvel, não tinha luz elétrica, não tinha geladeira. Foi uma expedição hercúlea chegar com esse nível de ciência que havia na época em um lugar tão remoto, distante e desestruturado. Ciência também pode ser uma aventura".

 Tomaz Silva/Agência Brasil


Centro
A exposição foi inaugurada em um evento que marcou também a abertura do Centro de Visitantes do Mast, uma antessala que apresenta as atrações do museu, sua história e também a estrutura da área em que ele funciona, compartilhada com o Observatório Nacional.

A diretora do museu, Anelise Pacheco, disse que o novo centro de visitantes inclui elevadores panorâmicos para 15 pessoas, que substituirão o elevador histórico, que transportava três passageiros por vez entre a rua e o museu, que fica em uma colina.

Anelise anunciou ainda que o museu fará uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, para trazer escolas de todas as coordenadorias regionais de educação para o museu.

"A gente não vai conseguir trazer todos os 650 mil alunos, mas se trouxermos 65 mil, já será uma grande coisa", disse a diretora,acrescentando que o museu tem as escolas como seu maior público. "A gente faz as exposições para as escolas. Nossa primeira missão é atrair esse publico jovem e motivar esse público jovem".

A inauguração contou com a presença do subsecretário de unidades vinculadas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Lorenzo Justo.


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