RÚSSIA - Níveis de radiação aumentam 16 vezes após explosão de foguete com 5 mortes.

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A agência nuclear estatal da Rússia, Rosaton, informou que o acidente ocorreu durante teste de um motor em uma plataforma marítima no Mar Branco, provocando a morte de pelo menos cinco cientistas e ferindo três.


A Rússia reconheceu neste sábado, após dois dias de silêncio, que a explosão ocorrida na última quinta-feira em uma base de lançamento de mísseis próxima do Ártico teve um caráter nuclear, com um saldo de cinco mortos.

Observem a onda de choque nos vídeos abaixo:


A explosão assustou as populações locais e fez com que as pessoas corressem às farmácias, nas cidades de Arkhangelsk e Severodvinsk, e esgotassem os estoques de iodo medicinal, usado para diminuir os efeitos da exposição à radiação.


Em comunicado, a agência nuclear russa, Rosatom, anunciou que cinco membros do seu quadro morreram na explosão e outras três pessoas sofreram queimaduras. Autoridades militares não informaram sobre a possível presença de combustível nuclear no acidente, que ocorreu na região de Arcangel.

Um comunicado da Rosatom citado pela imprensa russa posteriormente ofereceu novos detalhes da explosão, registrada em uma plataforma marítima, motivo pelo qual funcionários foram lançados na água. "Os trabalhos de busca continuaram enquanto havia esperança de encontrá-los com vida.

Os níveis de radiação dispararam na cidade russa de Severodvinsk, perto do local onde, na semana passada (08/09), ocorreu a explosão do  motor de um foguete. As autoridades interditarem parte de uma baía do Mar Branco à navegação e a retirada temporária de uma base militar perto da localidade de Nyonoksa.

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O Serviço Federal de Hidrometeorologia e Monitorização Ambiental (Rosgidromet) mediu os níveis de radiação na cidade de Severodvinsk, após a explosão de um motor, e considera que o acidente fez aumentar 16 vezes os níveis de radiação na área nos últimos dias.

Inicialmente, o Ministério da Defesa da Rússia negou qualquer alteração dos níveis de radiação. Entretanto, no sábado, as autoridades russas admitiram que o acidente levou ao fechamento da base militar e das áreas próximas, ao norte da Rússia, devido a um aumento da radioatividade no local.

As autoridades russas pediram à população de uma vila perto do local do acidente, Nyonoksa, que abandonasse o local, pelo menos durante o processo de limpeza, alegando que a explosão provocou um pico de radiação.


“Recebemos uma notificação sobre as atividades planejadas das autoridades militares. Nesse sentido, os residentes de Nyonoksa foram incentivados a deixar a área da aldeia a partir do dia 14 de agosto”, disseram as autoridades de Severodvinsk, citadas pela Reuters.

Apesar da alteração de valores em Severodvinsk, a 40 quilômetros da base de testes de Nyonoksa, os níveis são muito pequenos para causar qualquer tipo de doença por radiação.

As autoridades de Severodvinsk afirmaram que os níveis de radiação só foram mais elevados do que o normal logo após a explosão e apenas durante 40 minutos.

Retirada da população

De acordo com a CNN, as autoridades russas teriam cancelado a retirada dos moradores da aldeia, perto do local onde ocorreu a explosão.

O chefe do Departamento Administrativo da aldeia, Valery Mashenkov, citado pela agência russa Tass, explicou que uma vez que a base militar foi encerrada e as atividades nucleares foram suspensas, não há necessidade de retirar os habitantes de Nyonoska.

O aumento dos níveis de radioatividade, ainda que pareça ligeiro, pode indicar o envolvimento de combustível nuclear.

Agência Brasil/defesanet

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